As três caras da educação nacional
27/08/2012
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Qual a cara da educação do nosso país? Qual a nota média para nossos alunos? E o que essa informação nos passa em termos reais quanto às diferenças gritantes nos sistemas público e privado de ensino?

Em termos reais, a conclusão é evidente: a educação nacional atinge um patamar muito aquém da média estimada como mínima para um padrão básico de qualidade. O que a nota 4,1 no Ideb nos permite enxergar é um grito por atenção. Um grito por incentivo. Um grito para que se perceba o óbvio: a péssima qualidade de ensino de hoje significa o comprometimento do nosso futuro e a continuidade desse problema a curto, médio e longo prazo nos mais diversos setores sociais.

Dentro desses 4,1 pontos, existem três facetas a serem observadas: as notas correspondentes aos alunos de ensino público municipal e estadual, de ensino privado e de ensino público federal. São três esferas absurdamente distintas, tanto em quantidade de alunos quanto na qualidade das notas observadas para compor a média nacional. O menor número de alunos e as maiores notas estão nas instituições federais públicas. Em contrapartida, a maior quantidade de alunos e as piores notas estão nas instituições municipais e estaduais também públicas.

A nota das federais é ainda superior à das particulares. São 6,3 pontos contra 6,0. A média das municipais e estaduais, por sua vez, atinge a vergonhosa pontuação de 3,9. A média que se compõe nas três esferas proporcionalmente ao número de estudantes em cada uma delas totaliza um Brasil reprovado. Apesar disso, os resultados foram comemorados pelo MEC, sob a justificativa de avanços aos resultados anteriores. Ilusão.

Nossa média analisada pelo Ideb deve ser encarada como um ponto de partida para investimentos urgentes. Nossa reprovação é grave e o único reflexo disso será a continuidade de um sistema de paradigmas e déficts.

E que falta investimento, todo mundo já sabe. O Rio de Janeiro, especificamente, que está sendo tão fortemente aclamado como destaque no cenário mundial, deveria fazer por onde para aproveitar a evidência e investir naquilo que de fato é duradouro: a educação. Não se trata de mera ampliação às instituições, mesmo que isso também tenha lá sua importância. Mas o que realmente resolve a situação é proporcionar uma política de investimento maciço à educação básica. É a base sólida que constrói um topo equilibrado. É a base que forma a excelência.

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