Infraestrutura: as portas de entrada e saída do Rio de Janeiro para o mundo – o caso Galeão
28/08/2012
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Na última quinta feira (23) foi divulgado o parecer oficial do governo federal a respeito do impasse que se instaurava sobre a questão do modelo de gestão dos aeroportos brasileiros Galeão (Rio de Janeiro) e Confins (Belo Horizonte). Até então, a Infraero se mantinha como o órgão gestor de todos os aeroportos do país, exceto nos casos Guarulhos (SP), Brasília, Viracopos (Campinas) e o novo terminal de São Gonçalo do Amarante (RN), estes no modelo de concessão a empresas privadas.

A decisão tomada pelo governo federal é preocupante: trata-se de uma parceria público-privada (PPP) de gestão pela qual a companhia estatal permaneceria à frente da administração, mantendo alta participação no modelo de negócios sob justificativa da necessidade de subvenção dos aeroportos de menor porte por ela administrados. Tal modelo de gestão é comprovadamente deficitário, uma vez que esta subvenção representa atrasos aos de maior porte, como especificamente falamos no caso do Galeão no Rio.

A parte que cabe ao parceiro de verba privada é uma incógnita. Não parece vantajoso a nenhum investidor aplicar dinheiro para gerir uma empreitada na qual não se tem domínio completo das decisões e lucros. Dessa forma, os maiores nomes no que se refere à experiência administrativa e gestão aeroportuária não se interessariam tão facilmente em ficar responsáveis pelo salto de qualidade tão aguardado e necessário às portas de entrada e saída do Rio de Janeiro para o mundo, ainda mais no crucial momento que nos encontramos: às vésperas de sediar dois dos maiores megaeventos internacionais.

Uma vez mantida a gestão do Galeão nas mãos da Infraero, uma coisa deve ser focada: mudar a forma de gestão administrativa. Muitas falhas podem ser evitadas. Mas, para isso, muitas mudanças devem acontecer. Não cabe manter uma forma de administrar que não gere renda aos cofres públicos. Vamos acompanhar. Vamos cobrar.

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