Investimentos para a Copa do Mundo e Olimpíadas: endividamento x progresso
04/09/2012
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Devido aos megaeventos sediados pelo Rio nos próximos anos, tanto a prefeitura quanto o estado estão comprometidos a uma densa quantidade de dívidas. Dívidas, essas, que podem se estender por anos e afetarão a receita local como nunca.

Ainda nessa semana, por exemplo, foi autorizado pelo Ministério da Fazenda um aumento da dívida do Rio de Janeiro para cerca de 7 bi, com intuito de que seja possível receber mais verba para financiar os investimentos dos próximos anos. 7 bilhões, amigo.

O lado ruim é que isso é inevitável. A verba disponível hoje em dia não dá conta de montar a infraestrutura necessária para cumprir com a tarefa de receber e hospedar o mundo, atender a demanda que surgirá no transporte em todas as malhas viárias, cuidar da segurança pública, da organização turística, aeroportuária etc.

O lado bom é que todo o investimento feito na nossa cidade será revertido aos próprios cariocas ao final dos eventos. Ou pelo menos essa é a promessa. Mas, para que isso seja possível, uma equipe séria e competente deve estar à frente do comando político. Trata-se de um período crucial em que pessoas e decisões erradas podem determinar consequências absurdamente comprometedoras ao nosso município.

Gastos como os que teremos não podem em hipótese alguma ser em vão. E “em vão” significa a montagem de toda uma infraestrutura que só será aproveitada no período dos eventos, tornando-se um peso morto logo depois – como o que ocorreu com as obras do Pan 2007. As conquistas devem ser revertidas em benefícios permanentes ao cidadão carioca, fazendo jus ao investimento aplicado, numa obrigação política da prefeitura e do estado com os cariocas.

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