O desafio da reabilitação social
26/08/2012
drugs

O processo de reabilitação social para o caso de dependentes químicos constitui num constante desafio para os pacientes e suas respectivas famílias. Os projetos visam tratamento e reintegração perante à sociedade como indivíduos limpos, livres e subjugados aos mesmos direitos e deveres de todos os demais cidadãos.

No município do Rio de Janeiro, estão em funcionamento algumas clínicas de reabilitação para usuários de álcool e drogas. Entretanto, tais clínicas constituem serviço pago ou credenciado por planos de saúde com coberturas caríssimas, o que torna o tratamento algo direcionado quase estritamente a uma elite privilegiada com condição financeira viável para realizar o pagamento.

E quanto à população de renda média e básica? E quanto aos dependentes químicos que não têm condição de manter um tratamento numa clínica especializada, mas que anseiam por sua própria recuperação e reintegração no círculo social? E quanto ao indivíduo que precisa de auxílio para tornar-se novamente aceito até mesmo diante de sua própria família?

São questões como essa que me intrigam, pois penso não apenas na luta de uma pessoa que quer mas não consegue se reintegrar, como também na dificuldade de certas instituições Brasil afora que trabalham sob o auxílio de doações para manter um tratamento acessível ao cidadão que não tem condições de pagar por si só os exorbitantes custos desse processo.

Falta no nosso município uma política de auxílio subsidiado ao tratamento de dependentes químicos, tendo em vista o peso dessa situação na vida de uma pessoa e no perigo latente que esta dependência representa aos demais. Trata-se de uma questão que abraça causas como a saúde e ordem pública, gerando repercussões graves demais para que se deixe de lado.

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