Rio sem pichação
03/09/2012
pich

O descaso com a paisagem urbana da cidade exemplificado pela prática de pichação no espaço comum se configura como uma das situações mais complicadas com relação à ordem pública na nossa cidade. São inúmeros casos de construções públicas e privadas como prédios, pontes, muros e fachadas, todos condenados às mãos e sprays dos pichadores, numa verdadeira desconstrução da paisagem do município.

Além da poluição visual, grave por si só, tal atitude remete a um desrespeito com aquilo que é de todos nós. Um caso recente é o dos novos carros do metrô: os vagões recém-adquiridos e com menos de um mês de uso já acusam marcas de vandalismo, assinaturas e frases escritas.

No nosso país, a pichação é considerada uma atitude de vandalismo e crime ambiental, sendo aplicada detenção prevista por lei de 3 meses a 1 ano, além de multa. Essa e outras decisões penais cabem ao Tribunal de Justiça (poder judiciário) e não ao prefeito nem ao vereador. Entretanto, já passou da hora de ser criado um programa para termos um Rio sem pichações, tamanha a recorrência dessa atitude em todos os bairros do município.

Ainda agora no início de setembro, por exemplo, foi concluída uma operação anti-pichação no Bosque da Barra (Barra da Tijuca), contando com a atividade de 5 garis e garantindo a limpeza de mais de um quilômetro quadrado de mureta de pedra com ações de jateamento e aplicação de removedor. Dos materiais utilizados, foram 2.273 litros de removedor, 556 litros de tinta e 984 litros de verniz. Percebe-se, aqui, a quantidade de trabalho e demanda por material pra reparar o bem público que havia sido danificado.

Além de ser imprescindível que programas como este sejam mantidos, é justo que o próprio pichador ajude no reparo. Há de se mostrar para esse indivíduo o quão difícil é construir aquilo que facilmente é destruído e o custo de reparo de tais avarias para os cofres públicos e recursos particulares. Nesse caso, proponho como vereador a procura ao TJ (judiciário) para que sejam criadas punições alternativas. Uma delas seria que o próprio pichador restaure o que tenha sido danificado. Afinal, não queremos ampliar o número de presos, mas sim que as atitudes de vandalismo cessem pelo bem do espaço comum.

Ainda pensando na integridade das construções públicas, não se deve confundir grafitagem artística com pichação. Aliás, uma das formas de reverter o quadro é incentivar a grafitagem, reservando mais espaços para tal atividade e promovendo oficinas.

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