Sim à eficiência na recuperação do usuário de crack
25/10/2012
dependentes-quimicos

Durante a última semana, um assunto repercutiu com força entre os cariocas: o prefeito Eduardo Paes anunciou nesta segunda-feira (22) que, assim como já acontece com os menores de idade, adultos considerados viciados em crack serão internados de forma compulsória. Para viabilizar essa ação, Paes informou a criação de 600 novas vagas para reabilitação emergencial.

A polêmica gerada parte de duas premissas: num primeiro aspecto, a liberdade individual de escolhas e, por outro lado, o fato consumado de que dependentes químicos de entorpecentes tão fortes como o crack não mais têm discernimento para perceber o caráter emergencial de seu tratamento.

É incontestável que a situação de dependência é insustentável e que sua continuidade é prejudicial tanto de forma individual como coletiva. O dependente desperdiça sua vida ao mesmo tempo que se torna uma ameaça à sociedade com sua postura violenta decorrente da necessidade de obter a droga.

Apesar de forte e polêmica, a ação do prefeito encontra um caminho que consegue ao menos sair de um impasse, de uma situação constrangedora na qual assistimos de mãos atadas à degradação individual, à alienação social e à marginalização de quem é vítima dos efeitos degradantes do vício.

Entretanto, o que não pode em hipótese alguma acontecer é o descaso no tratamento dos internados. A eficiência da recuperação está atrelada à competência da equipe médica responsável e à infraestrutura das clínicas. Afinal, o sucesso dessa ação não está numa “prisão” indiscriminada e autoritária, mas sim num processo de auxílio e reinserção social de quem está carente de proteção e cuidado.

1 comentários

  1. MAURICIO D'BARÚ disse:

    COM CERTEZA

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